Independente dos parâmetros utilizados na avaliação nutricional, o paciente renal crônico em diálise apresenta algum grau de desnutrição. De 10 a 70% dos pacientes em tratamento dialítico, apresenta desnutrição e entre as causas que contribuem para tal evolução estão: alimentação inadequada/insuficiente, perdas pelo próprio processo dialítico, patologias associadas e inflamação.8
O paciente renal crônico pode apresentar alguns sintomas, visíveis no exame físico, como também seu histórico podem auxiliar na conclusão do diagnóstico nutricional.14 De forma menos invasiva, podemos verificar o Estado Nutricional do paciente renal crônico utilizando a Avaliação Subjetiva Global adaptada para pacientes renais. Utilizando o resultado da avaliação pode-se corrigir o que for preciso com o uso da TNO.
ANEXO A (Ficha de avaliaçao nut. - Clínicas renais)
Manter o estado nutricional adequado do paciente renal crônico somente através da alimentação convencional é um desafio, tanto para o profissional quanto para o paciente. O paciente que faz uso da hemodiálise pode perder cerca de 40 g de aminoácidos/peptídeos por semana14.
Pacientes que fazem uso da diálise peritoneal podem sofrer um déficit de aminoácidos/peptídeos de até 30 g/semana, 15 g de proteínas/dia, além das vitaminas hidrossolúveis. Recomendações atuais orientam a ingestão proteica de 1.0 a 1.2g/kg peso ideal ou desejável apenas para manter estado nutricional, no mínimo 20 g de fibras/dia e de 25 a 35 kcal/kg/dia dependendo do processo dialítico escolhido14. O gráfico 01 demonstra tamanha perda de nutrientes de acordo com o processo dialítico.
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Recente estudo avaliou mais de 340 pacientes renais crônicos em tratamento dialítico e demonstrou a diferença entre a vida e a morte sob a perspectiva da ingestão alimentar. Indivíduos sobreviventes ao tratamento dialítico ingerem em média 27,4 kcal/kg/dia enquanto que os indivíduos não sobreviventes ingeriam 23,5 kcal/kg/dia4.
Aproximadamente 4 kcal/kg/dia fez a diferença na vida dos pacientes que sobreviveram.
Recente estudo avaliou mais de 340 pacientes renais crônicos em tratamento dialítico e pôde demonstrar a diferença entre a vida e a morte sob a perspectiva alimentar4. Indivíduos sobreviventes ao tratamento dialítico ingerem em média 1,01 g de proteína/kg/dia enquanto que os indivíduos não sobreviventes ingeriam 0,92 g/kg/dia. O gráfico 02 revela a diferença na ingestão proteica e calórica. Aproximadamente 0,09 g/kg/dia de proteína fez a diferença na vida dos pacientes que sobreviveram.
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2. American Diabetes Association. Gestacional Diabetes Mellitus. Diabetes Care, 26(1). 2003.
3. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes – 2010. Diabetes Care, 33(1). 2010.
4. Araújo IC et al. JRN, 16(1), 2006.
8. Calado, I L et al. Diagnóstico nutricional de pacientes em hemodiálise na cidade de São Luis (MA). Rev de Nutr Cli Campinas. 22(5):687-696. 2009.
14. K/DOQI, NationalKidneyFoundation, 2000 e Martins, C. In: Nefrologia: Rotinas, Diagnóstico e Tratamento, 2006.
15. Lang F. Hormones – Late Complications of Prolonged Hyperglycemia (Diabetes Mellitus) – In: Silbernagl, S. and Lang, F.; Color Atlas of Pathophysiology. New York, Thieme Stuttgart. p. 291. 2000.
20. Monnie, L. and Colette, C. Glycemic Variability – Should We And Can We Prevent It? Diabetes Care 31(Suppl.2):S150-S154, 2008.
24. Posicionamento oficial 2004. Grupo interdisciplinar de padronização da Hemoglobina glicada A1C. A importância da hemoglobina glicada (A1c) para avaliação do controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus: aspectos clínicos e laboratorial. 2004.
27. Spilcher ERS, Spichler D, Martins CSF, Franco LF, Lessa I. Diabetic lower extremities amputation - Rio de Janeiro, BR, 90-96. Diabetologia 41: A279, 1998.
30. Straton, RJ e Elia, M. A review of reviews: a new look at the evidence for oral nutritional supplements in clinical practice. Clinical Nutrition. 2(1); 5-23. 2007.
31. Todorovic V. Evidence-based strategies for the use of oral nutritional supplements. Br J CommunityNurs. 10(4):158, 160, 162-4. 2005.